planetário do ibirapuera

projeto de restauro e revitalização
  • local:

    Parque do Ibirapuera - São Paulo-SP
  • projeto:

    Restauro e Revitalização
  • coordenacao:

    Projetos Complementares
  • área total:

    1.797,12m²
  • data do projeto:

    2003

O Projeto de Restauro e Revitalização do Planetário do Ibirapuera fez parte dos vários eventos comemorativos dos 450 anos da cidade de São Paulo, em 2004, assim como o cinquentenário do Parque do Ibirapuera, que se consolidou como um dos mais fortes referenciais urbanos da cidade, porque atrai uma enorme quantidade de pessoas, especialmente para atividades culturais, esportivas e de lazer.

Os projetos originais do Planetário e do Parque Ibirapuera foram elaborados no início da década de 50, sendo que um dos aspectos mais relevantes deste projeto de restauração está ligado ao fato de se tratar de um conjunto de edificações muito representativo da arquitetura moderna brasileira na cidade de São Paulo.

A arquitetura moderna produzida no Brasil a partir da década de 30 e que, nos anos 50, atingia a sua maturidade, marcou um dos períodos mais criativos da produção cultural em nosso país, erigindo obras exemplares em todo ele, culminando com a construção de Brasília.

O projeto do Planetário, dos arquitetos Roberto Goulart Tibau, Eduardo Corona e Antonio Carlos Pitombo nasceu nessa época, nesse ambiente cultural. Entender um pouco mais os conceitos e princípios que nortearam a produção arquitetônica desse período, pareceu-nos essencial para elaboração do projeto de restauração do Planetário.

Circunscrita a formas primárias, a edificação apresenta-se perfeitamente integrada às obras do Parque do Ibirapuera e é parte integrante do conjunto da Escola de Astrofísica. Apresenta forma e estrutura muito singulares, com uma cúpula de concreto armado semiesférica, recoberta por uma estrutura radial composta de arcos parabólicos de madeira laminada e cobertura de folhas de alumínio.

O projeto de intervenção buscou consolidar a imagem da edificação, eliminando problemas construtivos, de infraestrutura e recuperando os materiais desgastados pelo tempo, interferindo o mínimo possível no aspecto formal externo. O projeto buscou também resgatar o espaço interno para o público, criando um novo mezanino totalmente voltado para o uso de exposições, de eventos e de convívio dos visitantes, alocando todas as funções administrativas e de serviços para o piso térreo.

Internamente as intervenções foram mais amplas, pois todos os materiais de acabamento foram renovados, buscado a utilização das mais recentes soluções técnicas de acabamentos e equipamentos, para reforçar os aspectos que associam o Planetário à ambientes com maior presença de tecnologia e contemporaneidade. Ao mesmo tempo, foram especificados materiais representativos dos recursos naturais de nosso país, como o basalto, para os pisos e laminas de madeira de árvores nativas, para os painéis de MDF das paredes.

O novo forro, que foi reconstruído no anel sobre o acesso principal, é interrompido sobre o mezanino, permitindo a visualização das duas cúpulas, valorizadas por iluminação cenográfica, provocando surpresa ao revelar as estruturas de madeira e concreto e o volume criado pelo espaço entre as cúpulas. Assim uma visita ao novo planetário, além de mergulhar o visitante nos mistérios da astronomia, será também uma viagem a um dos exemplares de nossa arquitetura no seu período mais vigoroso e criativo.

  • local:

    Parque do Ibirapuera - São Paulo-SP
  • projeto:

    Restauro e Revitalização
  • coordenacao:

    Projetos Complementares
  • área total:

    1.797,12m²
  • data do projeto:

    2003
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